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O Homem e sua Hora (Mário Faustino)

O Homem e sua Hora
Mário Faustino

Autor(a):
Mário Faustino

Título: 
O Homem e sua Hora

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Sinopse:
Mário Faustino foi um poeta-crítico e um crítico-poeta. Foi um poeta-crítico porque uniu a reflexão à consciência da linguagem, sem nunca ter perdido de vista a matéria da poesia e o ato de fazê-la.



















Stevenson Sob as Palmeiras (Alberto Manguel)

Stevenson Sob as Palmeiras
Alberto Manguel

Autor(a):
Alberto Manguel

Título: 
Stevenson Sob as Palmeiras

Páginas: 
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Sinopse:
O poeta, ensaísta e romancista escocês Robert Louis Stevenson sofria de tuberculose. Em busca de um clima favorável à sua saúde, vai morar na Ilha Samoa, com a mulher, dois enteados e a mãe, em uma casa em que móveis e objetos reproduzem o bem-estar britânico. Do lado de fora da casa, a vida parece acontecer ao ar livre. Os samoanos não conhecem a ficção: consideram que toda a história conta um fato. Um dia, apenas com o olhar, ele deseja apaixonadamente o que está do lado de fora: uma adolescente que, enfeitada com gardênias, dança ao som dos tambores. Recatado, transforma o desejo em literatura; a palavra escrita o protege de querer transformar o desejo em ato. Mas haverá um crime – e os samoanos vão atribuí-lo ao “contador de histórias”. A partir desse momento, tomam forma as tensões entre o recato e a desinibição, entre o pecado e a simplicidade, entre fato e ficção. Stevenson torna-se um grande personagem. Manguel o acompanha com discrição como se quisesse que a história corresse por si mesma; talvez o seu desejo maior tenha sido nos fazer sair desta ficção e nos levar para a literatura clara e íntegra de Stevenson.


Poemas Completos de Alberto Caeiro (Fernando Pessoa)

Poemas Completos de Alberto Caeiro
Fernando Pessoa

Autor(a):
Fernando Pessoa

Título: 
Poemas Completos de Alberto Caeiro

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Sinopse:
Poemas Completos de Alberto Caeiro – Estes “Poemas completos” reúnem a obra de Fernando Pessoa sob o seu principal heterônimo — Alberto Caeiro —, a quem o poeta considera mestre não só seu, mas dos outros dois companheiros da grande tríade pessoana: Álvaro de Campos e Ricardo Reis.










Odisséia (Homero)

Odisséia
Homero

Autor(a):
Homero

Título: 
Odisséia

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Sinopse:
“Odisseia” é uma narração que nos leva à Grécia de 3.000 anos atrás.Uma fantástica historia de aventura, onde Ulisses, rei da ilha de Ítaca, sai a combate na guerra de Tróia e luta ao lado do poderoso Aquiles.

Todos voltam para o seus lares depois da guerra, mas os deuses assim não quiseram para Ulisses, que então passa a vagar vinte anos pelos mares da Grécia.

Em sua longa viagem, ele se depara com monstros, sereias, feiticeiros e deuses que assumem a forma humana.
Durante esses vintes anos longe de Ítaca, a sua querida esposa Penélope sofre pelo seu marido e somente sobrevive por causa de seu filho Telêmaco e pela esperança de que Ulisses um dia volte e se vingue de todos os pretendentes de sua mão e que constantemente maquinam o assassinato de Telêmaco antes que esse assuma o trono.

Ajudado pela deusa Palas Atena ,filha de Zeus, Ulisses volta para o seu lar na forma de um mendigo, ninguém desconfia que tal mendigo seja Ulisses e passam a tratá-lo mal.

Com a ajuda da deusa Atena e de seu filho Telêmaco, Ulisses mata a todos os devoradores de sua casa e também aos servos infiéis.


Mar Me Quer (Mia Couto)

Mar Me Quer
Mia Couto

Autor(a):
Mia Couto

Título: 
Mar Me Quer

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Sinopse:
Do universo de Mia Couto nasce este Mar me Quer, estória de Zeca e Luarmina. Das viagens pela infância, do contacto com o mar, de regressos ao passado se constrói uma narrativa singular.

Sou feliz só por preguiça. A infelicidade dá uma trabalheira pior que doença: é preciso entrar e sair dela, afastar os que nos querem consolar, aceitar pêsames por uma porção da alma que nem chegou a falecer. – Levanta, ó dono das preguiças. É o mando de minha vizinha, a mulata Dona Luarmina. Eu respondo: -Preguiçoso? Eu ando é a embranquecer as palmas das mãos. -Conversa de malandro… – Sabe uma coisa, Dona Luarmina? O trabalho é que escureceu o pobre do preto. E, afora isso, eu só presto é para viver… Ela ri com aquele modo apagado dela. A gorda Luarmina sorri só para dar rosto à tristeza. – Você, Zeca Perpétuo, até parece mulher… – Mulher, eu? – Sim, mulher é que senta em esteira. Você é o único homem que eu vi sentar na esteira. – Que quer vizinha? Cadeira não dá jeito para dormir. Ela se afasta, pesada como pelicano, abanando a cabeça. Minha vizinha reclama não haver homem com miolo tão miúdo como eu. Diz que nunca viu pescador deixar escapar tanta maré:

– Mas você, Zeca: é que nem faz ideia da vida. – A vida, Dona Luarmina? A vida é tão simples que ninguém a entende. É como dizia meu avô Celestiano sobre pensarmos Deus ou não Deus…

Além disso, pensar traz muita pedra e pouco caminho. Por isso eu, um reformado do mar o que me resta fazer? Dispensado de pescar, me dispenso de pensar. Aprendi nos muitos anos de pescaria: o tempo anda por ondas. A gente tem é que ficar levezinho e sempre apanha boleia numa dessas ondeações. – Não é verdade, Dona Luarmina? A senhora sabe essas línguas da nossa gente. Me diga, minha Dona: qual é a palavra para dizer futuro? Sim, como se diz futuro? Não se diz, na língua deste lugar de África. Sim, porque futuro é uma coisa que existindo nunca chega a haver. Então eu me suficiento do actual presente. E basta. – Só eu quero é ser um homem bom, Dona. – Você é mas é um aldrabom.

500_9789722113748_mar_me_querA gorda mulata não quer amolecer conversa. E tem razão, sendo minha vizinha desde há tanto. Ela chegou ao bairro depois da morte de meus pais, quando herdei a velha casa da família. Nessa altura, eu ainda pescava em longas viagens, semanas de ausência nos bancos de Sofala. Nem notava a existência de Luarmina. Também ela, logo que desembarcou, se internou na Missão, em estágio para freira. Ficou enclausurada nessas penumbras onde se murmura conversa com Deus. Só uns anos mais tarde ela saiu dessa reclusão. E se instalou na casa que os padres lhe destinaram, bem junto à minha morada. Luarmina costureirava, era seu sustento. Nos primeiros tempos, ela continuava sem se dar às vistas. Só as mulheres que entravam em seus domínios é que lhe davam conta. No resto, me chegavam apenas os perfumes de sua sombra. Um dia o padre Nunes me falou de Luarmina, seus brumosos passados. O pai era um grego, um desses pescadores que arrumou rede em costas de Moçambique, do lado de 1á da baía de S. Vicente. Já se antigamentara há muito. A mãe morreu pouco tempo depois. Dizem que de desgosto. Não devido da viuvez, mas por causa da beleza da filha. Ao que parece, Luarmina endoidava os homens graúdos que abutreavam em redor da casa. A senhora maldizia a perfeição de sua filha. Diz-se que, enlouquecida, certa noite intentou de golpear o rosto de Luarmina. Só para a esfeiar e, assim, afastar os candidatos.

Depois da morte da mãe, enviaram Luarmina para o lado de cá, para ela se amoldar na Missão, entregue a reza e crucifixo. Havia que arrumar a moça por fora, engomá-la por dentro. E foi assim que ela se dedicou a linhas, agulhas e dedais. Até se transferir para sua actual moradia, nos arredores de minha existência.

Só bem depois de me retirar das pescarias é que dei por mim a encostar desejos na vizinha. Comecei por cartas, mensagens à distância. À custa de minhas insistências namoradeiras Luarmina já aprendera as mil defesas. Ela sempre me desfazia os favores, negando-se. – Me deixa sossegada, Zeca. Não vê que eu já não desengomo lençol? – Que ideia, Dona vizinha? Quem lhe disse que eu tinha essa intenção? Todavia, ela tem razão. Minhas visitas são para lhe caçar um descuido na existência beliscar-lhe uma ternura. Só sonho sempre o mesmo: me embrulhar com ela, arrastado por essa grande onda que nos faz inexistir. Ela resiste, mas eu volto sempre ao lugar dela. – Dona Luarmina, o que é isso? Parece ficou mesmo freira. Um dia, quando o amor lhe chegar, você nem o vai reconhecer… – Deixe-me, Zeca. Eu sou velha, só preciso é um ombro.

Confirmando esse atestado de inutensílio, ela esfrega os joelhos como se fossem eles os culpados do seu cansaço. As pernas dela da maneira como incham, dificultam as vias do sangue. Lhe icebergam os pés, a gente toca e são blocos de gelo. E ela sempre se queixa. Um dia aproveitei para me oferecer: – Quer que lhe aqueça os pés? Arrepiando expectativa, ela até aceitou. Até eu fiquei assim, meio desfisgado, o coração atropelando o peito. – Me aquece, Zeca? – Sim, aqueço mas… pela parte de dentro.

Excerto do livro “Mar Me Quer“, de Mia Couto (Editorial Caminho)

«Meu passado me pesa: minha infância morreu cedo, eu tive que carregar esse peso morto em minha vida. Aos seis anos tomei lugar de meu avô no barco, dois anos depois meu pai perdia o juízo e saía de casa, cego e louco. Minha mãe, antes de morrer, me entregou na igreja. O padre português Jacinto Nunes me educou em preceito de Deus e livro. Mas eu queria regressar ao mar e cedo troquei livro por rede. Sempre entregando muito, recebendo pouco. Meu avô Celestiano culpava meu pai dessa má sorte. […]»


O Livro das Semelhanças (Ana Martins Marques)

O Livro das Semelhanças
Ana Martins Marques

Autor(a):
Ana Martins Marques

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O Livro das Semelhanças

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Sinopse:
O livro das semelhanças, obra de uma das mais aclamadas poetas brasileiras contemporâneas, é um acontecimento raro em nossa cena literária A mineira Ana Martins Marques se mostra, em seu terceiro livro, como um dos grandes valores da poesia brasileira. Seus versos comunicam e são certeiros, a nota lírica vem sempre acompanhada de uma visão irônica — e delicada — da realidade. Dividido em quatro seções, O livro das semelhanças desperta o leitor para o prazer iluminador e sensível de uma voz forte e original. Do amor à percepção de que há um espaço para o lugar-comum, do entendimento da precariedade do nosso tempo à graça proporcionada pela memória: eis uma poeta que nos fala diretamente. Ou, como diz em um de seus versos: “Ainda que não te fossem dedicadas / todas as palavras nos livros / pareciam escritas para você”.


Paraíso Perdido (John Milton)

Paraíso Perdido
John Milton

Autor(a):
John Milton

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Paraíso Perdido

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Sinopse:
Um dos pilares da cultura de língua inglesa, John Milton é um clássico em que a erudição épica renascentista se associa à sonoridade retórica e religiosa do barroco. Sua obra-prima é a epopéia Paraíso Perdido (1667), em que recria o conflito entre Lúcifer e Deus com uma metafísica monista e uma espécie de materialismo cristão. Composta de 12 livros e escrita em pentâmetros ingleses, a obra apresenta a inovação dos versos bancos (sem rima), com extraordinário senso de ritmo e sonoridade.


Ventos do Apocalipse (Paulina Chiziane)

Ventos do Apocalipse
Paulina Chiziane

Autor(a):
Paulina Chiziane

Título: 
Ventos do Apocalipse

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Sinopse:
Guerra, destruição, miséria, sofrimento, humilhação, ódio, superstição, morte,. Este o cenário dantesco, boscheano, que encontramos nas páginas de «Ventos do Apocalipse». Paulina Chiziane consegue levar-nos ao âmago do mais baixo dos mais baixos degraus de degradação do ser humano.
















 
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